> Já depois da vitória na 1.ª volta das eleições, militantes com assento na Comissão Política Nacional (CPN) do PS fizeram chegar a camaradas da candidatura de António José Seguro o nome do anterior presidente da Assembleia da República como sendo o preferido de José Luís Carneiro.
> Essa putativa escolha foi recebida como «um insulto» e «uma afronta» pelos apoiantes de Seguro. Na memória de todos, a frase assassina de Augusto Santos Silva, segundo a qual António José Seguro «não cumpre os requisitos mínimos» para ser Presidente da República.
> Na noite de 8 de fevereiro, o novo Presidente da República respondeu a esse episódio (…) «Aquele que não cumpria os mínimos, atingiu os máximos», declarou António José Seguro, no centro de uma sala com as mesas dispostas em ‘U’.
> Os dois dirigentes socialistas [José Luís Carneiro e Eurico Brilhante Dias] abandonaram a sede pouco depois. No início da noite, a intenção deles era assistirem ao discurso de vitória, num grupo mais alargado, para o que pediram uma fila de cadeiras reservada no auditório. Essa possibilidade foi negada pelos responsáveis da candidatura.
> Em diversas entrevistas, José Luís Carneiro anunciava como critério a capacidade do candidato «unir o partido». Algo que parecia excluir Seguro, consideradas as feridas da disputa com António Costa para a liderança do PS, em 2014. (…) O atual presidente do Conselho Europeu não resistiu a mexer-se, nos bastidores, para evitar a eleição do rival de há 11 anos. Nesse sentido, teve vários almoços com Manuel Pizarro no restaurante Gaveto, de Matosinhos.
> A entrevista de Augusto Santos Silva foi uma peça central dessa estratégia. Pela boca morre o peixe, prato forte em Matosinhos.
Não surpreende ninguém tendo em conta o histórico da relação.
Sardinha42 on
Há muita malta aflita com a preocupação sobre a possibilidade do Seguro ser uma pessoa que não se esquece do que lhe fizeram há ~10 anos. Lembrete sempre necessário que o PS não queria o Seguro a concorrer, tentaram de tudo para evitar isso. Vários nomes, sondagens internas, etc. Mas era isto ou apenas passar pela vergonha de não concorrer com ninguém. E se o Seguro tiver um *caderninho de nomes*, vai ser uma purga a todos os que o espezinharam.
EspinhoWind2 on
Varridela socialista que o Seguro vai fazer
AdventurousSpeech184 on
Pergunta honesta: o que é que isto influencia o português comum?
Latter-Amount-9304 on
eu ja o disse aqui, quem interpreta a vitória do seguro como uma vitória deste PS, tem a memória curta.
Continuo com pena de não ter sido este o candidato do PS. Só para o ver a ter mais uma grande derrota
PikachuTuga on
Óbvio que o Seguro vai dar tempo ao PS e fazer tudo para que a sua fação chegue à liderança do partido, até lá o Seguro vai manter o Montenegro no governo. Assim que a fação dele estiver na liderança do PS o Seguro vai aproveitar qualquer polémica e dissolve para recolocar o PS no poder. O Montenegro tem os dias contados e dentro de poucos anos o PS está de volta ao poder. E se for um PS centrista com o apoio do Seguro em Belém isso pode significar o fim do PSD. Podemos ficar com as eleições a ser disputadas entre PS vs Chega ou seja o PS no poder mais 10 ou 20 anos.
Nada de novo, outros Presidentes também esperaram os seus timings. O Sampaio também não dissolveu quando o Durão Barroso saiu porque estava lá o Ferro Rodrigues, assim que o Sócrates subiu a líder do PS o Sampaio dissolveu. O Marcelo também só não aceitou o Centeno como PM e preferiu dissolver porque já não era o Passos ou o Rui Rio (ambos ódios de estimação do Marcelo) que estavam na liderança do PSD.
Budget-Wall6129 on
Perfeito.
ilawon on
Estava cheio de vontade de saber qual é a opinião dos habituais comentadores de direita sobre este não-caso.
12 commenti
> Já depois da vitória na 1.ª volta das eleições, militantes com assento na Comissão Política Nacional (CPN) do PS fizeram chegar a camaradas da candidatura de António José Seguro o nome do anterior presidente da Assembleia da República como sendo o preferido de José Luís Carneiro.
> Essa putativa escolha foi recebida como «um insulto» e «uma afronta» pelos apoiantes de Seguro. Na memória de todos, a frase assassina de Augusto Santos Silva, segundo a qual António José Seguro «não cumpre os requisitos mínimos» para ser Presidente da República.
> Na noite de 8 de fevereiro, o novo Presidente da República respondeu a esse episódio (…) «Aquele que não cumpria os mínimos, atingiu os máximos», declarou António José Seguro, no centro de uma sala com as mesas dispostas em ‘U’.
> Os dois dirigentes socialistas [José Luís Carneiro e Eurico Brilhante Dias] abandonaram a sede pouco depois. No início da noite, a intenção deles era assistirem ao discurso de vitória, num grupo mais alargado, para o que pediram uma fila de cadeiras reservada no auditório. Essa possibilidade foi negada pelos responsáveis da candidatura.
> Em diversas entrevistas, José Luís Carneiro anunciava como critério a capacidade do candidato «unir o partido». Algo que parecia excluir Seguro, consideradas as feridas da disputa com António Costa para a liderança do PS, em 2014. (…) O atual presidente do Conselho Europeu não resistiu a mexer-se, nos bastidores, para evitar a eleição do rival de há 11 anos. Nesse sentido, teve vários almoços com Manuel Pizarro no restaurante Gaveto, de Matosinhos.
> A entrevista de Augusto Santos Silva foi uma peça central dessa estratégia. Pela boca morre o peixe, prato forte em Matosinhos.
* [webarchive](https://archive.ph/UKHrq)
Não surpreende ninguém tendo em conta o histórico da relação.
Há muita malta aflita com a preocupação sobre a possibilidade do Seguro ser uma pessoa que não se esquece do que lhe fizeram há ~10 anos. Lembrete sempre necessário que o PS não queria o Seguro a concorrer, tentaram de tudo para evitar isso. Vários nomes, sondagens internas, etc. Mas era isto ou apenas passar pela vergonha de não concorrer com ninguém. E se o Seguro tiver um *caderninho de nomes*, vai ser uma purga a todos os que o espezinharam.
Varridela socialista que o Seguro vai fazer
Pergunta honesta: o que é que isto influencia o português comum?
eu ja o disse aqui, quem interpreta a vitória do seguro como uma vitória deste PS, tem a memória curta.
Um de esquerda a malhar num de esquerda…
[Chad Seguro continua a não desiludir (até agora).](https://i.redd.it/qrj7tj3rwbig1.jpeg)
Continuo com pena de não ter sido este o candidato do PS. Só para o ver a ter mais uma grande derrota
Óbvio que o Seguro vai dar tempo ao PS e fazer tudo para que a sua fação chegue à liderança do partido, até lá o Seguro vai manter o Montenegro no governo. Assim que a fação dele estiver na liderança do PS o Seguro vai aproveitar qualquer polémica e dissolve para recolocar o PS no poder. O Montenegro tem os dias contados e dentro de poucos anos o PS está de volta ao poder. E se for um PS centrista com o apoio do Seguro em Belém isso pode significar o fim do PSD. Podemos ficar com as eleições a ser disputadas entre PS vs Chega ou seja o PS no poder mais 10 ou 20 anos.
Nada de novo, outros Presidentes também esperaram os seus timings. O Sampaio também não dissolveu quando o Durão Barroso saiu porque estava lá o Ferro Rodrigues, assim que o Sócrates subiu a líder do PS o Sampaio dissolveu. O Marcelo também só não aceitou o Centeno como PM e preferiu dissolver porque já não era o Passos ou o Rui Rio (ambos ódios de estimação do Marcelo) que estavam na liderança do PSD.
Perfeito.
Estava cheio de vontade de saber qual é a opinião dos habituais comentadores de direita sobre este não-caso.