> O Ministério Público e a PSP detiveram esta 4º-feira mais 7 agentes da PSP por suspeitas de tortura grave, violação, abuso de poder e ofensas à itnegridade física qualificadas. Segundo um comunicado da PSP, as autoridades estão a realizar diligências no âmbito de um segundo inquérito relacionado com factos ocorridos na Esquadra do Rato, em Lisboa, e no âmbito do qual já estão em prisão preventiva dois agentes.
> Segundo informação divulgada pela PSP, estão neste momento em curso nove buscas domiciliárias e sete buscas não domiciliárias, estas últimas em esquadras da PSP. Foram também emitidos sete mandatos de detenção dirigidos a sete agentes da polícia.
> O inquérito é dirigido pela Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) de Lisboa e visa a investigação de suspeitas de tortura grave, violação, abuso de poder e ofensas à integridar física qualificadas.
> As diligências realizadas pela PSP foram presididas por 7 magistrados do Ministério Público. Os agentes são suspeitos de terem torturad, incluindo com um bastão que serviu para sodomizar uma das vítimas, pelo menos 13 pessoas dentro da esquadra, como sem-abrigo, toxicodependentes e imigrantes. Terão ainda partilhado o conteúdo violento com cerca de 70 pessoas, a maioria agentes, num grupo de Whatsapp. O comunicado não especifica se alguns destes agentes estão entre os detidos.
> No despacho de acusação que levou à detenção de dois agentes, a procuradora do MP, Felismina Carvalho Franco, referia que os factos investigados revelavam uma actuação reiterada. Ocorreram essencialmente nas esquadras do Rato, Bairro Alto, mas também na via pública na zona do Bairro Alto e Cais do Sodré. A procuradora sublinha tb que a prática continuada dos actos revelou um aparente sentimento de impunidade.
> De acordo com os autos citados pelo despacho, em várias ocorrências os suspeitos terão retirado às vitinhas dinheiro, bens pessoais, e documentos. Em alguns casos, terão tb acrescentado produto estupefaciente àquele que se encontrava efectivamente na posse das vítimas. Os indícios apontam ainda para um actuação violenta, desproporcionada e degradante. Relatam-se vários episódios como espancamento na rua de um marroquinho durante + de 3 horas, que depois foi deixado na rua, depois de os polícias terem tentado violá-lo com um cassetete. Mas um dos dois agentes detidos em julho do ano passado consumou mesmo uma violação com um bastão extensível de um sem-abrigo, a quem colocou ainda um cinto à volta do pescoço, apertando-o pela fivela e, de seguida, levantou-o pelo próprio cinto, como se o estivesse a enforcar, deixando-o sem ar.
> No despacho foi feita a referência a um 2º grupo no Whatsapp com 7 agentes onde foram partilhados vídeos e fotografias de uma das vítimas a quem foram cortadas as rastas e atiradas para o lixo. Nesse grupo os polícias escreveram comentários como “esse aí nunca mais se esquece”, “vai andar na rua de cabeça baixa”, “ahahahahah foi pena não ter morrido esse paneleiro”, “Eu metia o gajo no tejo”, ao qual o agente respnde, “mano, se tivesse morrido távamos na merda”.
> Os dois agentes presos em julho tinham 22 e 25 anos e estavam na PSP há pouco tempo.
> Ainda ontem o diretor nacional da PSP, Luís Carrilho, afirmou no parlamento que o COmando Metropolitano de Lisboa tinha ‘denunciado’ e pedido ‘prioridade máxima’ na investigação deste caso. Segundo a acusação do 1º processo, as vítimas eram espancadas e humilhadas em frente aos colegas, alguns dos quais terão não só assistido, como participado também nas agressões.
> Segundo Carrilho, o MP teve conhecimento formal dos factos em 6 de Março de 2025, avocou a investigação, e a PSP colaborou com as diligências, que culminaram em mandatos de detenção, buscas domiciliárias e apreensões em 10 de Julho de 2025. ALém de terem ficado ‘prisão rpeventiva’, os agentes foram ‘afastados do serviço’.
> Depois de a própria PSP ter aberto 3 processos disciplinares em 11 de Julho de 2025 (aos 2 arguidos e um terceiro elemento), a 19 de Novembro a IGAI avocou esses processos, encontrando-se a instruí-los.
> Segundo descreveu, a Esquadra do Rato tem um comandante que acumula funções com a Esquadra do Bairro Alto, adjuntos da carreira de chefe em permanência no período diurno e supervisão nocturna assegurada por ‘três níveis hierárquicos distintos’. Após os factos, disse, foram reforçados o número de rodase os mecanismos de supervisão – mas não espeficivou como.
Mean-Author4359 on
Esperem só até termos agentes de 19 anos a receber 1100 euros líquidos por mês forçados a viver em Lisboa durante 10 anos com o preço de rendas de 2026 para cima
Vai ser um fartote de corrupção
JohnSnowHenry on
Só sei que pelo menos 5 antigos colegas de escola que apenas estavam lá para causar confusão e ganharem maus vícios foram para a psp (4) e um deles para o exército.
“Talvez” sejam pouco dados para inferir alguma coisa mas não gosto da tendência na mesma 😂🤣
Blitti3 on
Defund the polis
raviolli_ninja on
Quando acabarem com a limpeza na Esquadra do Rato, dêem uma espreitadela ali na do Bairro Alto.
5 commenti
Resumo da notícia caso vos apareça com paywall:
> O Ministério Público e a PSP detiveram esta 4º-feira mais 7 agentes da PSP por suspeitas de tortura grave, violação, abuso de poder e ofensas à itnegridade física qualificadas. Segundo um comunicado da PSP, as autoridades estão a realizar diligências no âmbito de um segundo inquérito relacionado com factos ocorridos na Esquadra do Rato, em Lisboa, e no âmbito do qual já estão em prisão preventiva dois agentes.
> Segundo informação divulgada pela PSP, estão neste momento em curso nove buscas domiciliárias e sete buscas não domiciliárias, estas últimas em esquadras da PSP. Foram também emitidos sete mandatos de detenção dirigidos a sete agentes da polícia.
> O inquérito é dirigido pela Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) de Lisboa e visa a investigação de suspeitas de tortura grave, violação, abuso de poder e ofensas à integridar física qualificadas.
> As diligências realizadas pela PSP foram presididas por 7 magistrados do Ministério Público. Os agentes são suspeitos de terem torturad, incluindo com um bastão que serviu para sodomizar uma das vítimas, pelo menos 13 pessoas dentro da esquadra, como sem-abrigo, toxicodependentes e imigrantes. Terão ainda partilhado o conteúdo violento com cerca de 70 pessoas, a maioria agentes, num grupo de Whatsapp. O comunicado não especifica se alguns destes agentes estão entre os detidos.
> No despacho de acusação que levou à detenção de dois agentes, a procuradora do MP, Felismina Carvalho Franco, referia que os factos investigados revelavam uma actuação reiterada. Ocorreram essencialmente nas esquadras do Rato, Bairro Alto, mas também na via pública na zona do Bairro Alto e Cais do Sodré. A procuradora sublinha tb que a prática continuada dos actos revelou um aparente sentimento de impunidade.
> De acordo com os autos citados pelo despacho, em várias ocorrências os suspeitos terão retirado às vitinhas dinheiro, bens pessoais, e documentos. Em alguns casos, terão tb acrescentado produto estupefaciente àquele que se encontrava efectivamente na posse das vítimas. Os indícios apontam ainda para um actuação violenta, desproporcionada e degradante. Relatam-se vários episódios como espancamento na rua de um marroquinho durante + de 3 horas, que depois foi deixado na rua, depois de os polícias terem tentado violá-lo com um cassetete. Mas um dos dois agentes detidos em julho do ano passado consumou mesmo uma violação com um bastão extensível de um sem-abrigo, a quem colocou ainda um cinto à volta do pescoço, apertando-o pela fivela e, de seguida, levantou-o pelo próprio cinto, como se o estivesse a enforcar, deixando-o sem ar.
> No despacho foi feita a referência a um 2º grupo no Whatsapp com 7 agentes onde foram partilhados vídeos e fotografias de uma das vítimas a quem foram cortadas as rastas e atiradas para o lixo. Nesse grupo os polícias escreveram comentários como “esse aí nunca mais se esquece”, “vai andar na rua de cabeça baixa”, “ahahahahah foi pena não ter morrido esse paneleiro”, “Eu metia o gajo no tejo”, ao qual o agente respnde, “mano, se tivesse morrido távamos na merda”.
> Os dois agentes presos em julho tinham 22 e 25 anos e estavam na PSP há pouco tempo.
> Ainda ontem o diretor nacional da PSP, Luís Carrilho, afirmou no parlamento que o COmando Metropolitano de Lisboa tinha ‘denunciado’ e pedido ‘prioridade máxima’ na investigação deste caso. Segundo a acusação do 1º processo, as vítimas eram espancadas e humilhadas em frente aos colegas, alguns dos quais terão não só assistido, como participado também nas agressões.
> Segundo Carrilho, o MP teve conhecimento formal dos factos em 6 de Março de 2025, avocou a investigação, e a PSP colaborou com as diligências, que culminaram em mandatos de detenção, buscas domiciliárias e apreensões em 10 de Julho de 2025. ALém de terem ficado ‘prisão rpeventiva’, os agentes foram ‘afastados do serviço’.
> Depois de a própria PSP ter aberto 3 processos disciplinares em 11 de Julho de 2025 (aos 2 arguidos e um terceiro elemento), a 19 de Novembro a IGAI avocou esses processos, encontrando-se a instruí-los.
> Segundo descreveu, a Esquadra do Rato tem um comandante que acumula funções com a Esquadra do Bairro Alto, adjuntos da carreira de chefe em permanência no período diurno e supervisão nocturna assegurada por ‘três níveis hierárquicos distintos’. Após os factos, disse, foram reforçados o número de rodase os mecanismos de supervisão – mas não espeficivou como.
Esperem só até termos agentes de 19 anos a receber 1100 euros líquidos por mês forçados a viver em Lisboa durante 10 anos com o preço de rendas de 2026 para cima
Vai ser um fartote de corrupção
Só sei que pelo menos 5 antigos colegas de escola que apenas estavam lá para causar confusão e ganharem maus vícios foram para a psp (4) e um deles para o exército.
“Talvez” sejam pouco dados para inferir alguma coisa mas não gosto da tendência na mesma 😂🤣
Defund the polis
Quando acabarem com a limpeza na Esquadra do Rato, dêem uma espreitadela ali na do Bairro Alto.