Alexandre Guerreiro diventa un “fact-checker” al servizio della macchina di propaganda di Putin

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di dmgr14

8 commenti

  1. E este é o problema dos fact checker. Agora vamos precisar de um fact checker aos fact checkers

  2. No dia 10 de junho, feriado nacional de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, Alexandre Guerreiro estava em Moscovo, Rússia. De copo na mão, sentado no topo do luxuoso Hotel Ukraina, sediado num histórico arranha-céus inaugurado durante o regime de Josef Estaline, provava um conhaque Koktebel, produzido na península da Crimeia, atualmente território ucraniano ocupado pela Rússia. O português estava num momento de descontração, mas não se deslocou à Rússia de férias: quatro dias antes, foi orador no Fórum Global Digital, em Nizhny Novgorod, em palco ao lado do vice-primeiro-ministro russo, Dmitry Grigorenko, do ministro dos Negócios Estrangeiros Adjunto, Sergey Vershinin, entre outros, a falar sobre o combate à desinformação. E em que qualidade foi? Especialista do Global Fact-Checking Network (GFCN), projeto de verificação de factos cocriado pela agência estatal russa de notícias TASS, que mimetiza as instituições de fact-checking dos países democráticos, enquadrando-a numa narrativa alinhada com os interesses do Kremlin.

    Aquela seria a primeira viagem de um semestre muito viajado para Alexandre Guerreiro, enquanto especialista do GFCN. Em junho, foi a Nizhny Novgorod e Moscovo; em julho, a Caracas, Venezuela, como observador das eleições municipais; em setembro, rumou novamente a Nizhny Novgorod e Moscovo para ser orador em painéis de eventos como World Public Assembly, BRICS Urban Future Fórum e World Future Festival, onde falou sobre desinformação; em outubro, novamente Moscovo, para o Dialogue Fakes 3.0, e novamente para debater desinformação. Quem pagou estas viagens? “Eu cubro alguns dos eventos e despesas associadas a estes eventos para os quais sou convidado, enquanto a entidade que organiza o evento cobre alguns custos e estadia, se tal for do meu interesse”, afirma Alexandre Guerreiro à SÁBADO.

    Uma coisa é certa: um dos principais rostos e fact-checkers do GFCN tem sido Alexandre Guerreiro, advogado, ex-espião do Serviço de Informações Estratégicas de Defesa (SIED) português e funcionário público da Casa da Moeda, que, à SÁBADO, diz que “não comenta nem partilha informações sobre os seus recursos humanos”. O português, foi possível apurar, mantém o vínculo, mas pediu suspensão voluntária do contrato de trabalho.

    O ex-espião pertence ao organismo desde o início de 2025, quando o site da GFCN foi lançado. Já tinha sido desafiado a juntar-se em novembro de 2024, no Dialogue about Fakes 2.0, quando o projeto foi anunciado por Maria Zakharova, porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros e, segundo a União Europeia e o Departamento de Estado norte-americano – que lhe impuseram sanções –, “uma figura central da propaganda do governo” de Vladimir Putin. “Para este efeito, os participantes tiveram de subscrever o Código de Verificação de Factos Responsável colocado na página, que foi exatamente o que eu fiz. Qualquer especialista ou jornalista que partilhe os princípios consagrados neste código pode aderir à associação”, diz Guerreiro.

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  3. Appropriate-Leave573 on

    Por falar em lei da Nacionalidade, aqui está um bom motivo para a perder.

  4. Hungry-Class9806 on

    Sinceramente, tipos como este e o Agostinho provocam-me um misto de nojo e pena.

    Pena, porque estão presos a um regime que não só lhes paga para serem prostitutas intelectuais mas também sabem que podem acabar com a vida deles quando começarem a ser um problema.

    Nojo, porque é preciso ser um fracassado total para fazer vida como propagandista de um regime, ainda para mais de uma nação inimiga.

    Muito triste. Essencialmente um Tucker Carlson da Wish: Pagam-lhe pouco, tem pouca projeção e tem que se dedicar a tempo inteiro à propaganda russa.

  5. hapad53774 on

    Ainda continua a aparecer na televisão como o Agostinho, ou já houve alguma vergonha na cara?

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