A maioria das imobiliárias está transformada numa corja pior que os esquemas em pirâmide. Acompanhei o processo de recrutamento de uma amiga, e a dada altura até estava a prontificar-se a pagar para lhe darem formação para trabalhar sem contrato, com esquemas de referrals para angariar outros “angariadores” e clientes… degradante mesmo.
Chalupa_89 on
Bom artigo a fazer publicidade a advogados.
Para algo que não é preciso advogados, basta ler o que se está a assinar.
Como isto está um faroeste a nivel imobiliario, as pessoas arriscam, não tenho pena. Sinceramente.
Eu não assinava CPCV para vender uma casa se no CPCV estiver que se anula o negocio se o banco não emprestar dinheiro aos compradores. Estão a ver uma casa de X valor, têm de ter já credito pré-aprovado. Não é virem comprar casas com esperanças e sonhos.
Se as pessoas não tivessem estes comportamentos. As casas também não estavam a preços tão altos.
RuySan on
Não é necessário levar um advogado para ler um contrato de trabalho, e da mesma forma não deveria ser necessário fazê-lo para um contrato promessa de compra e venda. A lei deveria garantir que estes contratos sejam equilibrados para todas as partes.
Este texto parece-me apenas de alguém a proteger a sua profissão.
OscarDoAlho on
Os cpcvs e afins deviam era ter o dinheiro depósitado numa terceira parte (banco) que só libertava o dinheiro quando as condições fossem cumpridas (seja compra ou quebra por alguma das partes), assim pelo menos garantia-se que a parte mais fraca ( comprador) tinha as perdas minimizadas caso o vendedor dê de frosques. Haveria um sistema centralizado que a cada cpcv depósitado estava associada a matriz predial única, pelo que caso o vendedor tenta-se vender a mesma casa duas vezes tal não seria possível (no caso de haver cpcv com depósito). Se houvessem ainda valores em dívida ao primeiro comprador das duas uma, ou enquanto estes não fossem saldados não era possível fazer cpcv ou era possível mas aquando da venda a parte em dívida ficava retida para ser entregue ao primeiro comprador.
A informação de como isto funciona deveria ser obrigatóriamente informada ao comprador e vendedor aquando de uma intermediação por imobiliária, sendo a não observação disto uma violação muito grave passível de retirada de licença. Em caso de dolo deveria ser um crime passível de pena de prisão até 3 anos ou pena de multa
always_somewhere_ on
Não precisam de advogado. Precisam de duas células cerebrais que façam faísca.
Darwinismo moderno a funcionar 🤷
nunofgs on
Não sei se ler o contrato (ou pedir a um advogado para ler) teria resolvido este problema.
Worldly_Second_8829 on
Não me surpreende que seja a Remax a imobiliária envolvida. Quando estávamos à procura de casa, foi a única que veio com essa história a pressionar para apresentarmos proposta, acima do valor anunciado claro, porque existiam muitos interessados. E para fazer proposta tínhamos de indicar o valor de poupança e mais uns quantos requisitos.
Não voltamos a ver casas representadas pela Remax, ficou riscada. Fizemos negócio através de uma imobiliária local, contrato CPCV com cláusulas bem redigidas e justas para ambas as partes. Claro que não se assina nada sem ler bem as entrelinhas, não considero ser necessário advogado para isso, mas há pessoas mais ingénuas ou leigas na matéria, e ‘eles’ aproveitam-se.
Equivalent-Bar-661 on
Tudo dito neste artigo.
Ainda sou do tempo em que eram apenas Notários que realizavam este tipo de contratos de forma a garantir segurança jurídica para TODOS os envolvidos. Esses mesmos notários, mais tarde, serviam também como fieis depositários dos valores pagos nos negócios. Se assim fosse hoje em dia, não aconteciam estas coisas.
Mais…
Hoje em dia, metem advogados e solicitadores a fazer documentos particulares autenticados (nos bancos e imobiliárias, por exemplo) como se fossem escrituras. Quem percebe, sabe que uma coisa não tem nada que ver com a outra. A maioria das pessoas, passa-lhes completamente ao lado. Não fazem questões, não esclarecem dúvidas. Chega ao momento, assinam e está feito. Está tudo trocado.
Advogados ou representam uma parte, ou representam outra. NÃO SÃO parte isenta em negócio nenhum nem nunca o vão ser!
E ainda, para terminar:
Relativamente a este caso em particular: Tanto quanto sei, porque estou perfeitamente dentro do assunto e lido com algumas pessoas envolvidas, a imobiliária tem a sua certa culpa.
Perante a mínima desconfiança na segurança do negócio, perante o o meu entendimento, só teria era que suspender as vendas e as consequentes assinaturas dos CPCV.
FrankH19 on
O que dizia afinal o CPCV para permitir LEGALMENTE vender um imóvel a 3 pessoas?
Left_Capital133 on
O melhor é mesmo não comprar casa a não ser que seja absolutamente necessário, e mesmo assim pensar se não é melhor pegar no dinheiro e partir para um país melhor.
Da maneira como as coisas estão, qualquer bosta se vende por um preço alto e há esquemas por todo o lado, um mercado em que está tudo do lado do vendedor nunca vai ser bom para os compradores.
Little_Purple_2319 on
Muito importante a leitura
unknown_user8888 on
Boa leitura para os mais crédulos: o que mais me custou ver neste caso foi as pessoas dizerem que confiavam na Imobiliária (e nos seus advogados).
12 commenti
A maioria das imobiliárias está transformada numa corja pior que os esquemas em pirâmide. Acompanhei o processo de recrutamento de uma amiga, e a dada altura até estava a prontificar-se a pagar para lhe darem formação para trabalhar sem contrato, com esquemas de referrals para angariar outros “angariadores” e clientes… degradante mesmo.
Bom artigo a fazer publicidade a advogados.
Para algo que não é preciso advogados, basta ler o que se está a assinar.
Como isto está um faroeste a nivel imobiliario, as pessoas arriscam, não tenho pena. Sinceramente.
Eu não assinava CPCV para vender uma casa se no CPCV estiver que se anula o negocio se o banco não emprestar dinheiro aos compradores. Estão a ver uma casa de X valor, têm de ter já credito pré-aprovado. Não é virem comprar casas com esperanças e sonhos.
Se as pessoas não tivessem estes comportamentos. As casas também não estavam a preços tão altos.
Não é necessário levar um advogado para ler um contrato de trabalho, e da mesma forma não deveria ser necessário fazê-lo para um contrato promessa de compra e venda. A lei deveria garantir que estes contratos sejam equilibrados para todas as partes.
Este texto parece-me apenas de alguém a proteger a sua profissão.
Os cpcvs e afins deviam era ter o dinheiro depósitado numa terceira parte (banco) que só libertava o dinheiro quando as condições fossem cumpridas (seja compra ou quebra por alguma das partes), assim pelo menos garantia-se que a parte mais fraca ( comprador) tinha as perdas minimizadas caso o vendedor dê de frosques. Haveria um sistema centralizado que a cada cpcv depósitado estava associada a matriz predial única, pelo que caso o vendedor tenta-se vender a mesma casa duas vezes tal não seria possível (no caso de haver cpcv com depósito). Se houvessem ainda valores em dívida ao primeiro comprador das duas uma, ou enquanto estes não fossem saldados não era possível fazer cpcv ou era possível mas aquando da venda a parte em dívida ficava retida para ser entregue ao primeiro comprador.
A informação de como isto funciona deveria ser obrigatóriamente informada ao comprador e vendedor aquando de uma intermediação por imobiliária, sendo a não observação disto uma violação muito grave passível de retirada de licença. Em caso de dolo deveria ser um crime passível de pena de prisão até 3 anos ou pena de multa
Não precisam de advogado. Precisam de duas células cerebrais que façam faísca.
Darwinismo moderno a funcionar 🤷
Não sei se ler o contrato (ou pedir a um advogado para ler) teria resolvido este problema.
Não me surpreende que seja a Remax a imobiliária envolvida. Quando estávamos à procura de casa, foi a única que veio com essa história a pressionar para apresentarmos proposta, acima do valor anunciado claro, porque existiam muitos interessados. E para fazer proposta tínhamos de indicar o valor de poupança e mais uns quantos requisitos.
Não voltamos a ver casas representadas pela Remax, ficou riscada. Fizemos negócio através de uma imobiliária local, contrato CPCV com cláusulas bem redigidas e justas para ambas as partes. Claro que não se assina nada sem ler bem as entrelinhas, não considero ser necessário advogado para isso, mas há pessoas mais ingénuas ou leigas na matéria, e ‘eles’ aproveitam-se.
Tudo dito neste artigo.
Ainda sou do tempo em que eram apenas Notários que realizavam este tipo de contratos de forma a garantir segurança jurídica para TODOS os envolvidos. Esses mesmos notários, mais tarde, serviam também como fieis depositários dos valores pagos nos negócios. Se assim fosse hoje em dia, não aconteciam estas coisas.
Mais…
Hoje em dia, metem advogados e solicitadores a fazer documentos particulares autenticados (nos bancos e imobiliárias, por exemplo) como se fossem escrituras. Quem percebe, sabe que uma coisa não tem nada que ver com a outra. A maioria das pessoas, passa-lhes completamente ao lado. Não fazem questões, não esclarecem dúvidas. Chega ao momento, assinam e está feito. Está tudo trocado.
Advogados ou representam uma parte, ou representam outra. NÃO SÃO parte isenta em negócio nenhum nem nunca o vão ser!
E ainda, para terminar:
Relativamente a este caso em particular: Tanto quanto sei, porque estou perfeitamente dentro do assunto e lido com algumas pessoas envolvidas, a imobiliária tem a sua certa culpa.
Perante a mínima desconfiança na segurança do negócio, perante o o meu entendimento, só teria era que suspender as vendas e as consequentes assinaturas dos CPCV.
O que dizia afinal o CPCV para permitir LEGALMENTE vender um imóvel a 3 pessoas?
O melhor é mesmo não comprar casa a não ser que seja absolutamente necessário, e mesmo assim pensar se não é melhor pegar no dinheiro e partir para um país melhor.
Da maneira como as coisas estão, qualquer bosta se vende por um preço alto e há esquemas por todo o lado, um mercado em que está tudo do lado do vendedor nunca vai ser bom para os compradores.
Muito importante a leitura
Boa leitura para os mais crédulos: o que mais me custou ver neste caso foi as pessoas dizerem que confiavam na Imobiliária (e nos seus advogados).