Stavo guardando le offerte di BEP per Tecnici Senior e mi ha fatto ridere per trattenermi dal piangere. Per chi non lo sapesse, candidarsi allo Stato è un iter burocratico che dura mesi, con test di conoscenza e pile di scartoffie.

    Il risultato? Guarda l’immagine: nella zona del Porto, con 10 posti, zero sono per i dipinti. È tutto un contratto a tempo determinato o incerto.

    Chiedono laurea e ottimi curriculum e poi offrono un contratto che scade in un attimo. Come si attirano talenti del genere? È lo Stato che dà l’esempio di come mantenere le persone nell’incertezza.

    Qualcuno si è mai preso la briga di indire un concorso del genere per un contratto a tempo determinato? Ne è valsa la pena?

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    di joaophsantos

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    7 commenti

    1. Kapri111 on

      É a mesma coisa ao nível da União Europeia, e outros trabalhos públicos. Todos os contratos são precários.

      Uma vez vi uma entrevista onde perguntavam a uma diplomata ou wtv da UE como pretendiam reter talento com contratos precários (no caso de cientístas). A resposta foi algo do género “vamos continuar sempre a ter candidatos porque para estas pessoas não há muitas outras opções de carreira”.

      Portanto é delibrado, não é acidental. Se encontrar a tal entrevista ainda a coloco aqui.

    2. Routine_Service6801 on

      É de longe das coisas que a mim, que contrato e emprego pessoas me faz mais espécie, o Estado trata bem quem “entrou a tempo” e pessimamente quem ainda não entrou, mas constantemente aponta o dedo aos empresários sobre as más condições dos trabalhadores.

      Conheço gente que é recibo verde para câmaras há anos (situação que é supostamente ilegal), conheço câmaras em que se fazem contratos de 10 meses só para se refazerem os mesmos contratos no ano a seguir outra vez, e certo, devia ser denunciado, mas se for denunciado quem sofre é o fulano que perde o contrato.

      Se eu fizer algo como isto na minha empresa, nem denúncia é necessária, a Autoridade Tributária comunica imediatamente à ACT que eu estou a repetir um vínculo de trabalho com a mesma pessoa, e MUITO BEM por sinal. Só não entendo como não acontece por lá.

      Os anos de troika acentuaram em muito as diferenças entre quem já estava nos quadros e quem não está, congelamento de carreiras, posições eternamente temporárias. Urge uma reforma decente da função pública, coisa que achei que ia acontecer com a geringonça, mas aparentemente não era prioridade… A nova lei laboral (que não é só para público) no entanto diz-nos o que é que se quer para os trabalhadores deste país, precariedade, preço baixo, e os “Ronaldos” que fujam cedo, que a gente depois traz uns nómadas digitais que isto é giro e faz sol….

    3. SuperMommy37 on

      Muitas vezes são necessidades pontuais. Trabalho numa área onde isso até acontece com frequência. Para gestão do PRR, por exemplo, dificilmente vão precisar de muita gente para fechar os projetos de investigação e os investimentos, e depois não há trabalho para elas. Logo, seriam FP’s encostados à box, e todos a pagar.

      A mim parece mais justo do que recibos verdes, e não sei como é o acesso depois a postos com termo incerto.

    4. VicenteOlisipo on

      É (parte da) consequência natural da diabolização constante da administração pública e de se ter legislado para evitar a todo o custo a contratação de pessoal para os quadros.

    5. Bosscore on

      Sei bem o que isso é. Sou terapeuta da fala e trabalho em escola pública, onde os contratos são a termo certo, sempre. Acaba-se o contrato e ficas a rezar para o ministério dar a autorização para o diretor lançar as renovações na plataforma. O contrato que nos obrigam a assinar todos os anos refere “necessidades temporárias” que já deixaram de ser temporárias há imensos anos. Tenho colegas nesta situação há mais de uma década. As necessidades são cada vez maiores, mas o nosso vínculo é eternamente precário. Mais certo é o trabalho na clínica privada, onde, apesar de ser a recibos, há sempre clientes com fartura, do que na escola pública. É realmente uma hipocrisia do estado, andarem em cima dos privados a regularem os vínculos, quando eles são os maiores infratores.

    6. Não só isso como o ordenado não é nada de especial e a ADSE é overrated as balls.

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