Ho seguito i dibattiti sugli alloggi negli ultimi anni e ho la sensazione che siamo intrappolati in un falso dilemma: o costruire di più, o regolamentare il mercato. Come per quasi tutto, la soluzione sarà un mix, ma c’è un elefante nella stanza che i media e i politici sembrano ignorare, la mobilità/logistica.

    Si parla molto di decentramento e di costruzione nelle periferie, ma in un Paese in cui:

    • La dipendenza dall’auto è assoluta: il carburante è molto costoso e il traffico (ad esempio Ponte 25 de Abril, VCI) peggiora sempre di più.

    • Il trasporto lo è "scatolette di sardine": Metro e CP non soddisfano più la domanda attuale, tanto meno i nuovi flussi di migliaia di persone e turisti.

    • Ritardi nella costruzione delle infrastrutture: ci sono voluti decenni per decidere su un aeroporto o una linea ad alta velocità.

    (…)

    La mia domanda è: Come si prevede che vivrà la popolazione attiva? "nuove case in periferia" se andare al lavoro è un incubo logistico e finanziario? Come può funzionare la vita in una casa economica ad Alenquer o Montijo se poi le persone sprecano 3 ore al giorno e/o una buona parte del loro stipendio facendo il pendolare? Gli investimenti nei trasporti pubblici non dovrebbero essere una priorità nel piano casa?

    PS: Preparatevi i popcorn, perché la direttiva Ue sul numero minimo di giorni di telelavoro finirà nelle mani dei datori di lavoro di Tuga che vivono ancora nel secolo scorso. 🤣

    [EDIT] Dopotutto, dovremo continuare a lavorare di persona…

    O Elefante na Sala da Habitação: de que serve construir na periferia se não há como sair de lá?
    byu/Green_Insurance4916 inportugal



    di Green_Insurance4916

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    16 commenti

    1. PsychologicalLion824 on

      estás a insinuar que demoramos muito tempo a chegar ao trabalho em comparação com outros países?

    2. PedroMFLopes on

      Requer pensamento estratégico e custa muito dinheiro. (ver o subaproveitamento da linha do oeste e a necessidade de um novo traçado moderno)

      O melhor que conseguimos é reduzir impostos de compra para uma fatia da população e endividar os outros todos com garantia bancária destes.

    3. utilizador2021 on

      Por falar na questão dos transportes, estou para ver como é que a Metro do Porto, os comboios e a STCP vão dar resposta à procura, assim que a gratuidade do Andante seja alargada a toda a AMP.

    4. Cautious_Bicycle_494 on

      Pah, eu percebo totalmente o teu ponto

      Mas Portugal não é AML/AMP, a malta da cidade também tem de ganhar algum tino.

      Qualquer casa dá jeito.

      Até porque para a gota que eu estouro e para os preços das casas que tenho visto na aldeia, senão for construído na periferia, vou ser mais um a competir por uma no centro, visto que os preços já não estão tão díspares para compensar morar na aldeia

      Além disso, tu precisas é de serviços, empresas, indústria LONGE dos centros. Chega de centralização, não?

    5. Informal-Rent-3573 on

      Vão para o interior. A sério.
      Têm dezenas de indicadores, estatísticas e valores de mercado a dizer a mesma coisa.
      “Lisboa está cheia. Vão embora.”
      Têm um país inteiro para onde ir. E mesmo assim, a malta sujeita-se a T0 de 900 euros, transporte publico por 2 horas e ruas sujas.

      Para quê?

    6. GaribaldoX on

      O problema é as intervenções do estado, se reparares nos grandes centros urbanos do resto da Europa tu por exemplo raramente vês um idoso.
      Isto porque, não faz sentido economicamente e socialmente alguém de idade avançada ficar num grande centro urbano.

      Já em Portugal só em Lisboa tens 80 mil idosos que lá vivem, porque tem rendas congeladas há mais de 35 anos. Caso contrario teriam organicamente movido se para as periferias. Qual o sentido de andarmos agora como a câmara do Porto a subsidiar o transporte publico aos idosos mais carentes quando estes nunca na vida deveriam estar a viver na segunda cidade mais cara do país ?

    7. MetalCarne on

      Nem o povo, nem as empresas querem sair de lisboa. Alem disso, o problema é geral em todo o país; o preço das casas pode ser um bocado mais baixo, mas os salários também são.

    8. throwaway0000012132 on

      Pah eu quando fui ver as tropas no terreiro do paço há 50 anos atrás, apanhei um autocarro para Cacilhas e o barco. Demorei quase 2h. Acho que muito melhorou desde aí.

      O que as pessoas querem é chegar em menos de 1h ao local de trabalho e honestamente, compreendo e faz sentido. O tempo de transporte em Portugal é elevado, mas noutros países europeus também é alto, não te enganes.

      Aqui a verdadeira questão é o porquê de não haver 1) mais teletrabalho e 2) as empresas não irem para outros locais sem ser Lisboa.

      Tens uma área enorme na Lisnave, cujos projectos de reabilitação estão parados há décadas e que poderiam ser uma zona absurdamente incrível para alojar empresas e aliviar assim imenso trânsito. 

      Tens muitas zonas na margem sul que poderiam ser mais desenvolvidas, para efeitos de habitação e comércio, mas estão parados com mato a crescer há décadas. 

      Tens tanto, mas tanto para desenvolver no interior, que dava para ter malta a construir durante décadas, com a quantidade de falta de construção que existe. 

      E em termos de infraestruturas então é um absurdo. 

      Tudo isto leva tempo e a cada dia que passa Portugal fica mais para trás. Estive há dias na Eslovénia e na Hungria e é incrível a quantidade de construções que estão a fazer, assim como espaços de lazer e relaxamento. São países que não há muito tempo estavam sob o jugo soviético e hoje em dia estão muito desenvolvidos, com empresas novas a surgir no mercado e com muita vontade de crescer; Portugal só é referido para o pessoal ir passar férias, o que é verdadeiramente triste.

    9. PorkNails on

      Considero ideal viver perto do trabalho. O que falte não é (apenas) transportes públicos, falta trabalho fora dos grandes centros. 

    10. viskonde on

      Por isso investir em transportes suburbanos devia ser prioridade 

      Em Lisboa s prioridades deviam ser :

      – quadruplicacao linha de cintura
      – TTT (esta tem interesse tanto local como nacional…)
      – finalizar modernização da linha do oeste 
      – ligacao da linha do oeste pela Malveira – Loures
      – ligação linha Cascais a Alcântara 

      Nao necessariamente por esta ordem

      TTT e Linha Oeste criariam duas novas linhas suburbanas com boa acessibilidade, seriam milhares de potenciais casas com boas acessibilidades

      No entanto nada disto está sequer perto de ser feito.

      No Porto imagino haja coisas semelhantes obvias em falta…

    11. Outside-Impression63 on

      Genuinamente também não sei. Os transportes públicos são uma miséria franciscana e não há vontade de mudar isso. Só baixam o preço como medida populista, quando está mais do que comprovado que não resulta.

    12. Opoc_X1337 on

      É fácil, apanhas os 50 autocarros para ires para a cidade, fazes aquele percurso rapidinho de 3 horitas
      /s

    13. GabrielP2r on

      Eu vivo em Marvila, para chegar a Benfica de carro é 13 minutos, de transportes dependendo do horário pode ser 2 horas, isso não entra na minha cabeça, é absurdo.

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