Correção: “não temos portugueses disponíveis para trabalhar ao preço que queremos pagar”
Sardinha42 on
Não se apanhava cerejas antes da situação atual? Sempre foram estrangeiros? 🤨
Um bom exemplo deve ser celebrado. Mas um bom exemplo não invalida os maus exemplos que têm que ser ser reconhecidos, discutidos e resolvidos. Quando um bom exemplo tem saídas destas, dificulta a vida a toda a gente e até a eles mesmos. Para bom entendedor..
Outra coisa:
> Nos 35 hectares de cerejal da quinta de Castelo Novo, em 41 pessoas envolvidas na campanha da cereja, 31 são nepalesas.
> Começou por recrutar através de empresas de trabalho temporário, já recorreu ao Centro de Acolhimento de Trabalhadores Temporários do Fundão e, depois ter colaboradores de várias nacionalidades, privilegia os do Nepal e passou a fazer diretamente contratos de trabalho.
> “Opto pelo povo nepalês, porque é mais humilde e tem uma destreza maior na colheita da fruta, da cereja, neste caso”, explicou João Filipe Mendes, que durante o ano conseguiu manter 28 trabalhadores e, na campanha, confia nos que trabalham consigo para chamarem compatriotas.
Opta…. Como? Não é suposto “optar” por x etnia/nacionalidade em detrimento de outras. Não mandem tiros nos pés.
Eu posso, também, optar por x pessoas quando escolho trabalhadores? Quando escolho inquilinos? Complicado..
Como é que livra da suspeita de outros trabalhadores terem ficado de fora da escolha porque ele prefere pessoas X em vez de Y por causa da opinião dele? Isto é um terreno apertado que eu não sei se é boa ideia ele ter falado nisso.
Tanto se quer passar uma ideia bonita das coisas que passam ao lado do terreno cheio de minas onde estão.
Depois dá bum. Ele dizer que opta por X em vez de Y dá a hipótese a qualquer Y que tenha lá ido e tenha ficado na rua de começar a fazer perguntas.
Pinto55 on
“…para trabalhar pelo salário oferecido.”
Moowz on
Tradução: ” Se não houvesse pessoas dispostas a trabalhar em más condições por ordenados miseráveis não havia colheita de cereja. Não temos Portugueses a disponibilizarem-se para escravidão.”
Se o negócio não consegue competir no mercado oferecendo ordenados e contratos de trabalho com condições dignas para os funcionários, então não derramo uma lágrima se “não houver colheita de cereja”.
Relevant-Ad-1704 on
Mais uma notícia ridícula a tentar enfiar a narrativa do costume: “ai sem imigrantes não há cerejas, não há agricultura, não há país”. Epá, tenham vergonha. O problema não é falta de gente, é falta de salários decentes. Se pagassem como em Espanha ou na Suíça, até havia fila para colher cerejas!
Mas não… preferem importar pessoal em massa, pagar uma miséria, e depois ainda vêm com a conversa da solidariedade e da inclusão. Isto não é solidariedade, é exploração legalizada, e serve para manter os portugueses em silêncio enquanto os patrões enchem os bolsos.
E o pior? Esta lenga-lenga é feita de propósito para ganhar votos de quem anda distraído, que acha que criticar imigração descontrolada é ser racista. Não tem nada a ver. Isto é ser realista: um país que não valoriza os seus, que não aumenta salários, que não baixa impostos, vai continuar a empobrecer.
Chega de sermos governados por gente que vive numa bolha em Lisboa e acha que o país real é uma reportagem bonita da RTP. Portugal precisa de justiça, não de propaganda.
besmarques on
Aqui no Reddit há muitos para ir.
Eles querem é receber mais.
Agora, só falta saber se também querem pagar mais por cerejas…
SenhorComendador on
“Não temos portugueses disponíveis para ~~trabalhar~~ explorar”
Ceftiofur on
Eu tou disponível para trabalhar, até venho do estrangeiro.
Agora não quero é ser pago com uma sandes de presunto e uma escarreta no olho.
Aí já é mais complicado.
Pobres empresários e as suas notícias compradas diárias a chorar por escravos.
Se fossem mas é ####### é que faziam bem.
Nexus_produces on
Curiosamente, o que não falta são portugueses a ir sazonalmente para França apanhar maçãs e morangos, deve ser uma preguiça geográfica que os afeta.
El_frog1 on
Se pagassem o que pagam na Suíça até fazia o pino para apanhar a fruta.
Agora a receber tipo 30€ por dia…
ZaGaGa on
Estes jornalistas sempre cheios de moralismos…
Vamos lá deixar bem claro senhor jornalista, a maioria da população é a favor de uma imigração mais regulada e não contra os imigrantes apanharem cereja.
**É possível ter uma imigração mais regulada que permita a imigração de apanhadores de cereja**
Se a imigração tivesse sido sempre mais regulada os imigrantes que vêm para cá trabalhar, teriam melhores condições, teriam habitação acessível e mais digna, não estariam tão expostos ao tráfico humano e exploração. E não seriam alvo do preconceito e da extrema direita como são hoje por não se ter regulado a coisa como deveria ter sido.
criptkiller16 on
Mas pagam bem para apanhar? Se pagarem bem, vou aí num fim de semana e apanho o que for preciso
HDReddit_ on
PAGUEM MAIS.
mrsafira64 on
“Se não houvesse escravos não havia açúcar”
funggitivitti on
Solução: que se fodam as cerejas. Se não conseguem pagar salários decentes fechem o negócio.
SupportInevitable738 on
Lei da procura e da oferta? 🤷♂️ Apenas o mercado a funcionar como pretendido…
Longjumping_Soup1324 on
Escravatura ?
stillblazin_ on
Conheço muitos que vão de propósito a França para apanhar morangos e uvas. Porque será?
jhcamara on
Que não plantem cerejas, então.
FewInspector1911 on
Os portugueses não estão disponíveis para receber o salário mínimo e trabalhar como escravos? Ahhh por isso é que é preciso a imigração?
macedos39 on
Correção, “para trabalhar pelo salário oferecido” julho ser uma correção importante
becashu on
Felizmente, já não conseguem enganar quase ninguem com este discurso. “Patrões” e “Donos” de meia-leca, vão roubar a vossa própria familia.
Mafavis1980 on
Antes do imigrantes como se apanhava a cereja?
PeculiarMetaphor on
Trabalhos mal pagos e de baixo estatuto social, tendem a não ser muitos atrativos para os endógenos, parece-me. Licenciados na apanha da fruta? Não sei…
Acho que se criou ao longo dos anos uma classe, uma elite na verdade, cujo estilo de vida é sustentável apenas com recurso a mão de obra escrav…perdão, exógena.
Pergunto-me:
– Será que se pagarem mais, haverão portugueses suficientes a aceitar?
– Se sim, quanto mais terão que pagar?
– Qual será o custo adicional a pagar pelos produtos por parte do consumidor final, para sustentar esses aumentos salariais?
– Estaremos dispostos e capazes de pagar mais pelo que comemos?
Não sei…
Select_Cheesecake_59 on
4000 líquidos . Ligar para +35198756443
HeyMarkz on
Se não houvesse escravos no século 15 também não existia muita coisa
Crafty_Cellist_4836 on
Nunca deixa de me surpreender como é que os empresários vão para a comunicação social chorar por mão de obra escrava e ninguém diz nada
VicenteOlisipo on
Longe de mim defender o latifundiário português, mas também não podemos simplesmente dizer que é uma questão de preço. Uma característica de uma economia e sociedade mais avançada é que cada vez menos pessoas têm disponibilidade para ir realizar determinados trabalhos, mesmo que paguem bem. Isto sente-se bem na pesca por exemplo. Os Armadores queixam-se sempre da falta de mão de obra e claro que pagando mais tinham mais gente mas há “diminishing returns” nisso. Um gajo que consegue ganhar 2000 num escritório não vai aturar os horários e a incerteza da pesca só para ganhar 2005 no mar, e às tantas o valor “de mercado” pode ser tão elevado que não rende mesmo continuar a atividade. Ou seja, isto não é simplesmente “fechem as fronteiras” e de repente vais ter a mesma atividade económica mas a pagar salários 5x superiores.
Intelligent_Brush147 on
Olha que pena. Ao preço a que está a cereja também já quase ninguém compra.
pocoyoO_O on
fds tao a gozar? Eu vou la colher cereja e nao me importo em ser pago com cerejas. Na semana passada estavam a 9euros/kg no lidl
Ltiki on
Até hoje não me lembro de existir um ano em que não houvesse colheita da cereja do Fundão pelas razões enunciadas.
amidalis on
Façam como os da vinha e metam os turistas a apanhá-las pela “experiência” ~~
What_If_Guy7 on
Eu pergunto me como é que se apanhava cerejas antes de termos tantos imigrantes?? Tanto português a vir apanhar fruta para a Suíça, por isso certamente que não é falta de vontade para trabalhar
Mr-Tuguex02 on
Outra vez a mesma história, paguem salários decentes e vão ver que os portugueses trabalham
35 commenti
Destreza na colheita da cereja. DESTREZA.
Correção: “não temos portugueses disponíveis para trabalhar ao preço que queremos pagar”
Não se apanhava cerejas antes da situação atual? Sempre foram estrangeiros? 🤨
Um bom exemplo deve ser celebrado. Mas um bom exemplo não invalida os maus exemplos que têm que ser ser reconhecidos, discutidos e resolvidos. Quando um bom exemplo tem saídas destas, dificulta a vida a toda a gente e até a eles mesmos. Para bom entendedor..
Outra coisa:
> Nos 35 hectares de cerejal da quinta de Castelo Novo, em 41 pessoas envolvidas na campanha da cereja, 31 são nepalesas.
> Começou por recrutar através de empresas de trabalho temporário, já recorreu ao Centro de Acolhimento de Trabalhadores Temporários do Fundão e, depois ter colaboradores de várias nacionalidades, privilegia os do Nepal e passou a fazer diretamente contratos de trabalho.
> “Opto pelo povo nepalês, porque é mais humilde e tem uma destreza maior na colheita da fruta, da cereja, neste caso”, explicou João Filipe Mendes, que durante o ano conseguiu manter 28 trabalhadores e, na campanha, confia nos que trabalham consigo para chamarem compatriotas.
Opta…. Como? Não é suposto “optar” por x etnia/nacionalidade em detrimento de outras. Não mandem tiros nos pés.
Eu posso, também, optar por x pessoas quando escolho trabalhadores? Quando escolho inquilinos? Complicado..
Como é que livra da suspeita de outros trabalhadores terem ficado de fora da escolha porque ele prefere pessoas X em vez de Y por causa da opinião dele? Isto é um terreno apertado que eu não sei se é boa ideia ele ter falado nisso.
Tanto se quer passar uma ideia bonita das coisas que passam ao lado do terreno cheio de minas onde estão.
Depois dá bum. Ele dizer que opta por X em vez de Y dá a hipótese a qualquer Y que tenha lá ido e tenha ficado na rua de começar a fazer perguntas.
“…para trabalhar pelo salário oferecido.”
Tradução: ” Se não houvesse pessoas dispostas a trabalhar em más condições por ordenados miseráveis não havia colheita de cereja. Não temos Portugueses a disponibilizarem-se para escravidão.”
Se o negócio não consegue competir no mercado oferecendo ordenados e contratos de trabalho com condições dignas para os funcionários, então não derramo uma lágrima se “não houver colheita de cereja”.
Mais uma notícia ridícula a tentar enfiar a narrativa do costume: “ai sem imigrantes não há cerejas, não há agricultura, não há país”. Epá, tenham vergonha. O problema não é falta de gente, é falta de salários decentes. Se pagassem como em Espanha ou na Suíça, até havia fila para colher cerejas!
Mas não… preferem importar pessoal em massa, pagar uma miséria, e depois ainda vêm com a conversa da solidariedade e da inclusão. Isto não é solidariedade, é exploração legalizada, e serve para manter os portugueses em silêncio enquanto os patrões enchem os bolsos.
E o pior? Esta lenga-lenga é feita de propósito para ganhar votos de quem anda distraído, que acha que criticar imigração descontrolada é ser racista. Não tem nada a ver. Isto é ser realista: um país que não valoriza os seus, que não aumenta salários, que não baixa impostos, vai continuar a empobrecer.
Chega de sermos governados por gente que vive numa bolha em Lisboa e acha que o país real é uma reportagem bonita da RTP. Portugal precisa de justiça, não de propaganda.
Aqui no Reddit há muitos para ir.
Eles querem é receber mais.
Agora, só falta saber se também querem pagar mais por cerejas…
“Não temos portugueses disponíveis para ~~trabalhar~~ explorar”
Eu tou disponível para trabalhar, até venho do estrangeiro.
Agora não quero é ser pago com uma sandes de presunto e uma escarreta no olho.
Aí já é mais complicado.
Pobres empresários e as suas notícias compradas diárias a chorar por escravos.
Se fossem mas é ####### é que faziam bem.
Curiosamente, o que não falta são portugueses a ir sazonalmente para França apanhar maçãs e morangos, deve ser uma preguiça geográfica que os afeta.
Se pagassem o que pagam na Suíça até fazia o pino para apanhar a fruta.
Agora a receber tipo 30€ por dia…
Estes jornalistas sempre cheios de moralismos…
Vamos lá deixar bem claro senhor jornalista, a maioria da população é a favor de uma imigração mais regulada e não contra os imigrantes apanharem cereja.
**É possível ter uma imigração mais regulada que permita a imigração de apanhadores de cereja**
Se a imigração tivesse sido sempre mais regulada os imigrantes que vêm para cá trabalhar, teriam melhores condições, teriam habitação acessível e mais digna, não estariam tão expostos ao tráfico humano e exploração. E não seriam alvo do preconceito e da extrema direita como são hoje por não se ter regulado a coisa como deveria ter sido.
Mas pagam bem para apanhar? Se pagarem bem, vou aí num fim de semana e apanho o que for preciso
PAGUEM MAIS.
“Se não houvesse escravos não havia açúcar”
Solução: que se fodam as cerejas. Se não conseguem pagar salários decentes fechem o negócio.
Lei da procura e da oferta? 🤷♂️ Apenas o mercado a funcionar como pretendido…
Escravatura ?
Conheço muitos que vão de propósito a França para apanhar morangos e uvas. Porque será?
Que não plantem cerejas, então.
Os portugueses não estão disponíveis para receber o salário mínimo e trabalhar como escravos? Ahhh por isso é que é preciso a imigração?
Correção, “para trabalhar pelo salário oferecido” julho ser uma correção importante
Felizmente, já não conseguem enganar quase ninguem com este discurso. “Patrões” e “Donos” de meia-leca, vão roubar a vossa própria familia.
Antes do imigrantes como se apanhava a cereja?
Trabalhos mal pagos e de baixo estatuto social, tendem a não ser muitos atrativos para os endógenos, parece-me. Licenciados na apanha da fruta? Não sei…
Acho que se criou ao longo dos anos uma classe, uma elite na verdade, cujo estilo de vida é sustentável apenas com recurso a mão de obra escrav…perdão, exógena.
Pergunto-me:
– Será que se pagarem mais, haverão portugueses suficientes a aceitar?
– Se sim, quanto mais terão que pagar?
– Qual será o custo adicional a pagar pelos produtos por parte do consumidor final, para sustentar esses aumentos salariais?
– Estaremos dispostos e capazes de pagar mais pelo que comemos?
Não sei…
4000 líquidos . Ligar para +35198756443
Se não houvesse escravos no século 15 também não existia muita coisa
Nunca deixa de me surpreender como é que os empresários vão para a comunicação social chorar por mão de obra escrava e ninguém diz nada
Longe de mim defender o latifundiário português, mas também não podemos simplesmente dizer que é uma questão de preço. Uma característica de uma economia e sociedade mais avançada é que cada vez menos pessoas têm disponibilidade para ir realizar determinados trabalhos, mesmo que paguem bem. Isto sente-se bem na pesca por exemplo. Os Armadores queixam-se sempre da falta de mão de obra e claro que pagando mais tinham mais gente mas há “diminishing returns” nisso. Um gajo que consegue ganhar 2000 num escritório não vai aturar os horários e a incerteza da pesca só para ganhar 2005 no mar, e às tantas o valor “de mercado” pode ser tão elevado que não rende mesmo continuar a atividade. Ou seja, isto não é simplesmente “fechem as fronteiras” e de repente vais ter a mesma atividade económica mas a pagar salários 5x superiores.
Olha que pena. Ao preço a que está a cereja também já quase ninguém compra.
fds tao a gozar? Eu vou la colher cereja e nao me importo em ser pago com cerejas. Na semana passada estavam a 9euros/kg no lidl
Até hoje não me lembro de existir um ano em que não houvesse colheita da cereja do Fundão pelas razões enunciadas.
Façam como os da vinha e metam os turistas a apanhá-las pela “experiência” ~~
Eu pergunto me como é que se apanhava cerejas antes de termos tantos imigrantes?? Tanto português a vir apanhar fruta para a Suíça, por isso certamente que não é falta de vontade para trabalhar
Outra vez a mesma história, paguem salários decentes e vão ver que os portugueses trabalham