A moção foi aprovada no plenário de trabalhadores realizado na sexta-feira, convocado a propósito da greve geral de dia 11, e critica a decisão da UER de manter Israel na Eurovisão. No documento, os trabalhadores afirmam que a permanência da KAN, a televisão pública israelita, “contribui para a normalização de um Estado acusado de crimes de guerra e de graves violações de direitos humanos amplamente denunciadas pela comunidade internacional”. Consideram ainda “incompreensível” que a RTP tenha confirmado a participação portuguesa e apoiado as novas regras do festival “que, na prática, mantêm Israel na competição”, defendendo que um serviço público financiado pelos contribuintes deve pautar-se por princípios de ética, coerência e respeito pelos direitos humanos.
O objetivo é que o Conselho de Administração se pronuncie publicamente contra a participação de Israel em 2026 e que reavalie com urgência a presença portuguesa no certame. Para os trabalhadores, a RTP deve assumir uma posição clara e exemplar numa matéria que dizem ser “simplesmente humana”.
O documento, que será enviado à administração liderada por Nicolau Santos, é subscrito pelas listas A e B da Comissão de Trabalhadores, pela Subcomissão de Trabalhadores do Porto e por vários sindicatos do setor da comunicação e audiovisual, entre eles o Sindicato dos Jornalistas, o Sindicato dos Trabalhadores de Telecomunicações, o Sindicato Nacional dos Trabalhadores das Telecomunicações e do Audiovisual, o Sindicato dos Meios Audiovisuais e o Sindicato Independente dos Trabalhadores da Informação e Comunicações.
# Música e política em palco
A contestação também ganhou dimensão pública com Salvador Sobral. O vencedor português da Eurovisão em 2017 lamentou que a RTP mantenha a presença na competição e afirmou que a estação pública “tem medo de fazer a coisa certa”. Num vídeo partilhado no Instagram, criticou a incoerência de a RTP transmitir, na quinta-feira, o concerto solidário “Juntos por Gaza”, enquanto apoia um evento onde Israel participará.
O músico destacou a mobilização do público e dos artistas em torno do apoio humanitário. Sublinhou que não é contra o Festival da Canção, que considera essencial para os artistas portugueses, mas defende que o vencedor não represente o país em Viena, devendo receber outra forma de reconhecimento.
A RTP sustenta que a participação portuguesa resulta das alterações às regras de votação aprovadas pela UER, apresentadas como garantia de maior confiança e transparência no processo.
Live-Alternative-435 on
Sob pressão de quem? Do pessoal do Catar?
Visara57 on
Mesmo que Portugal deixe de participar, temos os Israelitas todos a fazer fila para obter passaporte português sem restrições nenhumas
instrumentality on
Eu espero que Portugal tenha coragem para tomar a decisão correcta.
Já que não o fizemos no próprio dia, podemos pelo menos seguir o exemplo da Holanda e da Espanha.
SuctionWithValchek on
Esta brejeirada é uma mina de ouro para a rtp, e portugal não tem espinha dorsal para tomar qualquer medida que seja polémica.
always_somewhere_ on
Pressão de meia dúzia de pessoas com problemas mentais nas redes sociais?
rickz123456 on
O ponto para mim nem até é mesmo sobre a competição.
Se as televisões pagam para participar (e não é pouco), faz sentido participar quando um país usa táticas sujas para ganhar sempre o televoto?
7 commenti
A moção foi aprovada no plenário de trabalhadores realizado na sexta-feira, convocado a propósito da greve geral de dia 11, e critica a decisão da UER de manter Israel na Eurovisão. No documento, os trabalhadores afirmam que a permanência da KAN, a televisão pública israelita, “contribui para a normalização de um Estado acusado de crimes de guerra e de graves violações de direitos humanos amplamente denunciadas pela comunidade internacional”. Consideram ainda “incompreensível” que a RTP tenha confirmado a participação portuguesa e apoiado as novas regras do festival “que, na prática, mantêm Israel na competição”, defendendo que um serviço público financiado pelos contribuintes deve pautar-se por princípios de ética, coerência e respeito pelos direitos humanos.
O objetivo é que o Conselho de Administração se pronuncie publicamente contra a participação de Israel em 2026 e que reavalie com urgência a presença portuguesa no certame. Para os trabalhadores, a RTP deve assumir uma posição clara e exemplar numa matéria que dizem ser “simplesmente humana”.
O documento, que será enviado à administração liderada por Nicolau Santos, é subscrito pelas listas A e B da Comissão de Trabalhadores, pela Subcomissão de Trabalhadores do Porto e por vários sindicatos do setor da comunicação e audiovisual, entre eles o Sindicato dos Jornalistas, o Sindicato dos Trabalhadores de Telecomunicações, o Sindicato Nacional dos Trabalhadores das Telecomunicações e do Audiovisual, o Sindicato dos Meios Audiovisuais e o Sindicato Independente dos Trabalhadores da Informação e Comunicações.
# Música e política em palco
A contestação também ganhou dimensão pública com Salvador Sobral. O vencedor português da Eurovisão em 2017 lamentou que a RTP mantenha a presença na competição e afirmou que a estação pública “tem medo de fazer a coisa certa”. Num vídeo partilhado no Instagram, criticou a incoerência de a RTP transmitir, na quinta-feira, o concerto solidário “Juntos por Gaza”, enquanto apoia um evento onde Israel participará.
O músico destacou a mobilização do público e dos artistas em torno do apoio humanitário. Sublinhou que não é contra o Festival da Canção, que considera essencial para os artistas portugueses, mas defende que o vencedor não represente o país em Viena, devendo receber outra forma de reconhecimento.
A RTP sustenta que a participação portuguesa resulta das alterações às regras de votação aprovadas pela UER, apresentadas como garantia de maior confiança e transparência no processo.
Sob pressão de quem? Do pessoal do Catar?
Mesmo que Portugal deixe de participar, temos os Israelitas todos a fazer fila para obter passaporte português sem restrições nenhumas
Eu espero que Portugal tenha coragem para tomar a decisão correcta.
Já que não o fizemos no próprio dia, podemos pelo menos seguir o exemplo da Holanda e da Espanha.
Esta brejeirada é uma mina de ouro para a rtp, e portugal não tem espinha dorsal para tomar qualquer medida que seja polémica.
Pressão de meia dúzia de pessoas com problemas mentais nas redes sociais?
O ponto para mim nem até é mesmo sobre a competição.
Se as televisões pagam para participar (e não é pouco), faz sentido participar quando um país usa táticas sujas para ganhar sempre o televoto?