
Dico, con una certa sicurezza, che probabilmente avete visto la faccia di questo signore negli ultimi giorni, da qualche parte.
Ha realizzato un video denunciando la “ridicolità” di alcuni motivi di ricovero nell’ospedale dove lavora come prestatore di servizi.
Nei loro post su Instagram non mancano persone che sostengono e applaudono la denuncia di queste situazioni, come se fossero sicuri che la maggior parte di questi casi sono pazienti che si sono svegliati con un enorme desiderio di far perdere tempo agli operatori sanitari.
Non so nemmeno quanto sia legale esporre questo tipo di informazioni, anche senza nomi, poiché probabilmente il paziente saprà che si tratta di lui nel caso descritto. Ma non è questo il punto.
Come professionista sanitario, non potrei essere più disgustato da questo tipo di contenuti.
Gli ospedali sono sovraffollati? SÌ.
Spesso non esistono condizioni minime per i pazienti gravemente malati? No, penso che tu abbia visto anche la foto di un anziano malato di cancro steso sul pavimento dell’ospedale per mancanza di risorse.
Ma è colpa degli altri pazienti? Ovviamente no.
È un fallimento strutturale, sia nella quantità di professionisti disponibili che nelle modalità di servizio e SOPRATTUTTO nella qualità dello screening telefonico (SNS24).
Dov’è l’umanità nel fare satira su due righe di un testo “assurdo” che cerca di riassumere il dolore di qualcuno?
Come potrà qualcuno sentirsi a proprio agio nel cercare aiuto per problemi psicologici, che si tratti di ansia, depressione, disturbo bipolare, borderline, burnout, ecc., quando abbiamo un PROFESSIONISTA DELLA SALUTE che trasforma le segnalazioni di qualcuno in difficoltà in SCHERZI per Internet? E in un momento in cui assistiamo a un’ondata di suicidi.
“Ah, ma la gente deve essere cosciente e avere buon senso per non intasare un servizio con piccoli problemi”
Corretto e chi deciderà se il problema di qualcuno è sufficiente per essere risolto? Noi? Quello? O lo screening schifoso che avrebbe dovuto essere fatto bene?
È un peccato vedere qualcuno, in un luogo dove dovrebbe dimostrare massima empatia e umanità, prendersi gioco di una ragazza che è andata in ospedale perché aveva un’infezione alle vie urinarie o di un uomo anziano nel bel mezzo di un attacco di panico e che sentiva che l’ospedale era l’unico posto dove si sarebbe sentito al sicuro.
Infine: 1411 – linea prevenzione suicidio 808 237 327 – Conversa Amiga 213 544 545 – SOS Voz Amiga
https://i.redd.it/x443rsoow5dg1.jpeg
di Prudent-Constant-246
15 commenti
Obrigado por isto. Andava a pensar nisto há dias.
E concordo, culpar os pacientes pelas condições do sns e das urgências é ridículo.
Concordo. Mas a triagem serve exatamente para isso: definir o que podes salvar. Desconheço, no entanto, o vídeo que tu críticas. Podes enviar um link?
CONCORDO CONTIGO 100% BRO
Eu iria responder, mas seria perma ban deste sub.
Refli calmamente e observei que esse desenho animado de óculos é só mais um fantoche racista do sistema & futuro sistema
Edit: estava no metro e escrevi merda .
Refleti*
Observei*
Também vi o vídeo e não sei onde é que viste gozo sobre os pacientes. O vídeo é sobretudo uma crítica a quem faz a triagem e manda ambulâncias para tudo e mais alguma coisa.
A última vez que tive a infelicidade de estar numa urgência estive dois dias numa maca, macas encostadas a macas 3 onde deviam estar duas e muitas no meio da urgência, isto em Novembro… e a meio da noite uns bombeiros trouxeram um homem por absolutamente nada que a família se recusou a ir lá buscá-lo quando lhe foi dada a alta e que infernizou a sala inteira durante a noite toda e a manhã seguinte até o irem finalmente buscar.
Tenho familia que trabalha no Garcia de Horta.
É absolutamente ridículo a que nível a recusa de contratar o pessoal necessário chega.
Uma enfermeira, sentindo-se esgotada e incapaz de aguentar o ritmo, pediu para ser transferida para um centro de saúde e viu o seu pedido recusado.
O motivo? O hospital NÃO PODE contratar mais enfermeiro mesmo se a vaga existir.
Entretanto continua-se a meter primeiras pedras no Algarve e Seixal mas hospital é que não se vê.
Nem os privados aguentam.
No fim de semana passado a minha mãe, quase idosa fui às urgencias da CUF de Almada com uma clara UTI, nem era preciso um diagnostico só a confirmação e medicação para tratar.
Ela entrou pelas 15h, teve pulseira amarela pelas 16h mas só foi vista para pedirem um teste de urina pelas 21h, horas após o feixo das urgências.
É o que acontece quando o tasco chega aos hospitais
O vídeo é uma crítica óbvia à triagem, jamais aos doentes. Como é que esta parte não é óbvia para muita gente, isso já me ultrapassa…
Como ele há muitos. E é o reflexo do nosso SNS. Infelizmente o problema do SNS não é só a falta de meios, Infraestruturas e profissionais. É o excesso de pessoas como esta pessoa sem noção, sem compaixão e sem vocação.
Atenção, concordo contigo (e nem sequer conheço a pessoa da imagem porque não tenho redes sociais). Não creio que seja correcto andar a gozar com doentes para ter likes e afins. No entanto, só queria fazer um comentário sobre esta parte:
>“Ah mas as pessoas têm que ter consciência e bom senso de não entupirem um serviço com problemas pequenos”
>Correto e quem é que vai decidir se o problema de alguém é suficiente para ser atendido? Nós? Esse? Ou a porcaria da triagem que devia ser feita direito?
Há coisas que as pessoas sabem que são ridículas (ou deviam saber) e ainda assim aparecem nas urgências. Uma unha encravada não é motivo para ir para uma urgência. Vão a um podologista. Um check-up não é motivo para uma urgência. É para isso que há médicos de família (ou médicos de medicina geral no privado tendo em conta a situação do SNS). Análises para ir viajar? Também não é urgência. Marquem as análises com tempo. Falta de planeamento não é uma urgência para o SNS. Uma tosse leve que têm há 2 meses e não têm dores/febre? Vão ao médico de família ou a uma farmácia. Os farmacêuticos também têm competências para ajudar! Nem tudo precisa de ser visto logo por um médico!
O que tu disseste, na minha opinião, configura-se como uma urgência. Infecção urinária numa mulher deve ser tratada rápido e precisa de antibióticos (portanto médico de família está fora de questão a não ser que façam aquelas consultas abertas ou consultas de urgência). Um ataque de pânico também é uma urgência e deve ser tratado como tal. Pode ser apenas um episódio. Pode ser um padrão e estar associado a outra patologia. Não sabemos. Não podemos assumir que é “alguém a passar-se”. Se essa pessoa disse que este tipo de casos não são uma urgência, então falta-lhe muita humanidade.
Concordo em absoluto com o que escreveste. Até porque, muitas vezes, o que está escrito revela mais sobre o profissional da triagem do que sobre a pessoa que está à sua frente. Preconceito, impaciência, arrogância, etc…
Não vi o vídeo.
No entanto acho que deve ser um tema abordado sobretudo com a escassez de recursos em saúde que temos. Há motivos ridiculos. Não pagam taxas moderadoras em certos serviços e há pessoal que vai por dois motivos por tudo e por nada. Já apanhei na urgência de pediatria um adolescente porque tinha dores musculares ligeiras após um treino (entre outros casos mas este foi o mais ridículo), em cuidados de saúde primários tenho famílias super frequentadoras do estilo teve tosse ontem hoje está melhor mas decidi vir…
Isto assim não dá. Nós não podemos recusar o atendimento e depois estamos a ver coisas sem jeito nenhum.
Receitas idem… Tenho pessoal a pedir medicamentos diferentes mês a mês, ou os mesmos. Muitas das vezes a pedir quando tem medicamentos para levantar e perdem as receitas.
Isto é extremamente desmotivador, podia estar a fazer coisas bem mais produtivas ou ver mais doentes do que estas tretas mas aqui estamos…
Concordo contigo! E também acho que não faz sentido achar inconveniente dar assistência médica a alguém que teve um ataque de pânico, intoxicação alimentar, infeção ou seja o que for, por exemplo à noite que é uma hora em que os centros de saúde estão fechados e, de qualquer maneira, toda a gente sabe que ser atendido num centro de saúde pode demorar cerca de 3 meses, senão com muita sorte numa vaga aberta que nunca é garantida. Não obstante que a triagem podia ser mais eficiente, as pessoas precisam de apoio físico e mental e não têm culpa disso. É uma necessidade ter acesso aos serviços e que eles funcionem bem. Posto isto, todo o respeito aos trabalhadores da saúde pública que fazem um serviço muito honroso!
É um facto que pelo menos metade das pessoas que vao as urgências precisavam de tudo menos urgências.
Olha o Presidente da Associação de Médicos Tarefeiros!
https://www.sabado.pt/portugal/amp/foi-para-medicina-aos-30-nao-e-especialista-trabalhou-sempre-a-hora-quem-e-o-lider-dos-tarefeiros