Comprare una casa a Lisbona, Porto o Faro è diventato completamente inaccessibile per la maggior parte dei portoghesi e questa impossibilità si sta diffondendo nei mercati periferici di queste tre città, secondo lo studio “Accessibility to Housing”, di Century 21 Portugal.

    A Lisbona, Porto e Faro, l’acquisto di una casa richiede ora più del 50% del reddito disponibile, ben al di sopra del tasso di impegno raccomandato del 33%. "Sono diventati completamente inaccessibili, confermando una crisi abitativa di dimensione strutturale e urgente"afferma lo studio, pubblicato giovedì 5 febbraio.

    Il documento è chiaro. La crisi dell’accesso agli alloggi è peggiorata negli ultimi tre anni. Vivere nella stragrande maggioranza delle città delle aree metropolitane di Lisbona e Porto, ma anche in Algarve, è diventato un sogno. "Solo un terzo (nove delle 26) città analizzate in AML, AMP e Algarve sono accessibili per gli acquisti (<50%), ma tutte richiedono uno sforzo elevato (34%-50%)"conclude. In affitto, sono tutti inaccessibili.

    Il problema si estende a tutta la costa, dove si concentrano popolazione e occupazione. Comprare una casa "è diventato impossibile nelle capitali costiere per una famiglia media"si legge nello studio. Il numero di capoluoghi in cui l’acquisto era accessibile, cioè richiedeva un tasso di sforzo inferiore al 50%, è passato da 16, nel 2022, a 15 nel 2025. E, di questi 15, più della metà richiedono un impegno elevato (34%-50%).

    (aggiornamento)

    https://www.dn.pt/atualidade/comprar-casa-em-lisboa-porto-e-faro-tornou-se-um-sonho-taxa-de-esforo-ultrapassa-os-50-dos-rendimentos

    di Alkasuz

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    6 commenti

    1. NoFundoEMuitoIsto on

      Incrível como conseguiram matar o país para a geração seguinte. O pior país da OCDE em termos de habitação, acho honestamente impressionante como conseguiram atingir estes níveis. É um caso que vai ser estudado nas próximas décadas.

    2. Bacalhau_a_Bras on

      se todos tivéssemos a mentalidade Cristiano Ronaldo conseguiamos

    3. nfonseca on

      Continuem a votar PSD/CDS e a evitar a trágica consequência de perder a vida.

    4. Quem diria que dar abébias a fundos de investimento, apostar cegamente no turismo, importar imigrantes com mais poder de compra e importar ainda mais milhares de imigrantes que vivem amontoados em casas ia dar nisto.

      SurprisedPikachu.jpeg

    5. GreenAd9084 on

      A notícia não diz nada de novo: um dos grandes problemas é que os rendimentos não acompanham o preço da habitação. Quando uma família precisa de mais de 50% do rendimento para comprar casa, o sistema já falhou muito antes de se falar em imigração e mais construção.

      Os salários são baixos, há pouca construção orientada para a classe média e as políticas não atacam o desfasamento entre rendimentos e preços.

      E ainda há outro fator pouco falado: o fim progressivo do trabalho remoto. O remote permitiu aliviar pressão fora de Lisboa e Porto. Agora, com empresas a forçar o regresso ao escritório, as pessoas são empurradas outra vez para as grandes cidades, concentrando outra vez a procura e puxando os preços para cima.

      Mesmo que amanhã desaparecessem todos os imigrantes e houvesse mais construção, com os salários atuais continuaríamos a ter um problema sério de acesso à habitação.

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