Como é que uma situação destas acontece? E ninguém alertou a senhora?
helderoliveira1978 on
Essa gente nem merece cadeia….
riscas on
Mais uma empresa que se vai queixar da rigidez da legislação laboral quando perder em tribunal.
Acredito piamente que os patrões quando souberem do processo disseram algo do género: ainda devia sentir-se feliz por lhe estarmos a pagar.
kawaiims on
>A título de exemplo, em outubro de 2016, a autora tinha direito a auferir 530 euros (salário mínimo nacional), mas apenas lhe foi pago o montante de 120 euros.
Se dúvidas houvesse que muitas empresas só pagam o mínimo porque a isso a lei obriga..
Pagar 120€ por um mês de trabalho fabril é inqualificável.
Devolver o que roubaram, com juros, é um bom começo, mas tem de haver consequências pessoais aos responsáveis.
Master_Gap_10 on
quem devia ser “multado” também era o contabilista. que sabe bem o que está a fazer.
Resident-Laugh7657 on
E depois há aqueles que defendem que os patrões só tem que pagar o que quiserem e quem está mal que mude de emprego xD
praetorthesysadmin on
E isto é um caso que foi detetado, imaginem os casos onde isto acontece, um pouco por todo o lado e quem sabe cala-se e quem não sabe desconhece a realidade da industria em Portugal.
DeepCar5191 on
Provavelmente existem muitos, muitos mais casos como este. Muitos portugueses são e foram tratados debaixo de cão neste país de terceiro mundo. Por isso formam-se aqui e vão para fora contribuir para outros países
tretafp on
Vocês nos comentários estão todos a ser empáticos com a trabalhadora. Mas é preciso ter atenção que:
– se ela foi explorada a culpa é dela que se deixou explorar;
– do ponto de vista da gestão, se tenho oportunidade de diminuir custos sem diminuir a sua produtividade, não é sinal que sou bom gestor?
Para que fique muito transparente: /s
sky3205 on
Acho pouco. A empresa devia ser obrigada a indemnizar ainda mais e a ter outro tipo de repercussões.
Optimal-Bluejay-5854 on
É exatamente isto que muita gente não percebe quando ouve patrões a pedir “mais flexibilidade laboral”. Muitas vezes, o que isso significa na prática é menos proteção para quem trabalha e mais espaço para abusos destes.
E quando se criticam sindicatos ou se desencoraja trabalhadores de falar entre si sobre salários, acabamos a ler notícias destas. Sem sindicatos, contratos coletivos e transparência salarial, cada trabalhador fica sozinho perante o patrão. E é assim que estes abusos acontecem durante décadas sem ninguém travar.
Que o segredo salarial protege muito mais os empregadores do que os trabalhadores já era conhecido há muito tempo. Os problemas que isso causava eram tão reais e tão generalizados que a UE teve de criar legislação como a para forçar mais transparência salarial, a Diretiva Europeia de Transparência Salarial. Por isso, quando alguém disser que a UE serve só para decidir tampas de garrafas, convém lembrar também isto.
BernieJoe on
Sinceramente, parece-me que pede pouco. Entre montantes não pagos, respetivos juros, descontos que não foram feitos para a Seg. Social… E admito, até, que existissem acordos coletivos ou portarias de extensão de convenções coletivas que pudessem determinar um valor mais elevado de salário do que o mínimo.
Vale a pena procurar saber como é que isto nunca foi visto ou detectado.
besmarques on
Quem diria que nesta terra de merda onde, até nas gerações mais novas, se acha que os patrões são donos e senhores e podem fazer o que quiserem iriam haver situações em que um patrão achasse o mesmo…
É a mentalidade do salário ser um custo e não um investimento.
Tluz01 on
há pessoas que conseguem dormir à noite a saber que estão a enganar um funcionário desta maneira.
JamminPT on
Devia ter mais um zero
Professional_Shape80 on
Tipica empresa têxtil tuga e os maiores mamões de fundos.
porttastic on
Gostava de perceber como pagou as contas e comeu esses anos todos…
Quanto aos envolvidos era pagar e irem presos.
MacaroonExtension316 on
É por isto que não consigo compreender o tabu que há em falar de salários.
Se calhar, se não houvesse, a senhora teria percebido mais cedo o que estava a acontecer.
Mas como falar de quanto se ganha é invadir a privacidade, coisas como esta vão passando sem ninguém perceber.
antsousa on
Porra, 120€ é autêntica exploração.. e ela em 36 anos nunca se queixou porquê? Nunca nenhum amigo, familiar, conhecido etc a alertou em 36 anos?
UnidosJamaisVencidos on
Name and shame.
AngieMaciel on
Uma amostra do patronato tuga…
Street_Knowledge1277 on
E com o dinheiro andam a comprar Maserati’s… São os primeiros a dizer que não conseguem pagar aos trabalhadores.
ihavenoidea1001 on
Vamos remover o ordenado mínimo que é isso que falta para os ordenados aumentarem!!!
Entretanto os patrões portugueses: a pagar ABAIXO do mínimo sempre que conseguem e a esfregar as mãos pela legalização da escravatura.
mnpreveu on
Dia 3, todos à greve geral!
paperkutchy on
Como é que alguém vive só com 120€/mês, por 36 anos, e ninguém se apercebe? Só pode ter sido pela porta do cavalo.
First-Literature-258 on
A história é um pouco estranha. Acredito que a senhora até possa ter sido explorada porque de uma maneira ou de outra todos somos. Mas durante tantos anos a receber tão pouco? Acho que ser analfabeta não justifica tudo. Acho que deve ter existido um acordo entre a senhora e o patronato, como alguém aqui referiu “receber por baixo da mesa” que é prática comum em Portugal! A relação deve ter azedado e agora chegou a isto. Culpa da empresa que se meteu a jeito para poupar dinheiro e agora vai pagar. O que é barato sai caro.
26 commenti
É por isto que não se querem sindicatos.
Como é que uma situação destas acontece? E ninguém alertou a senhora?
Essa gente nem merece cadeia….
Mais uma empresa que se vai queixar da rigidez da legislação laboral quando perder em tribunal.
Acredito piamente que os patrões quando souberem do processo disseram algo do género: ainda devia sentir-se feliz por lhe estarmos a pagar.
>A título de exemplo, em outubro de 2016, a autora tinha direito a auferir 530 euros (salário mínimo nacional), mas apenas lhe foi pago o montante de 120 euros.
Se dúvidas houvesse que muitas empresas só pagam o mínimo porque a isso a lei obriga..
Pagar 120€ por um mês de trabalho fabril é inqualificável.
Devolver o que roubaram, com juros, é um bom começo, mas tem de haver consequências pessoais aos responsáveis.
quem devia ser “multado” também era o contabilista. que sabe bem o que está a fazer.
E depois há aqueles que defendem que os patrões só tem que pagar o que quiserem e quem está mal que mude de emprego xD
E isto é um caso que foi detetado, imaginem os casos onde isto acontece, um pouco por todo o lado e quem sabe cala-se e quem não sabe desconhece a realidade da industria em Portugal.
Provavelmente existem muitos, muitos mais casos como este. Muitos portugueses são e foram tratados debaixo de cão neste país de terceiro mundo. Por isso formam-se aqui e vão para fora contribuir para outros países
Vocês nos comentários estão todos a ser empáticos com a trabalhadora. Mas é preciso ter atenção que:
– se ela foi explorada a culpa é dela que se deixou explorar;
– do ponto de vista da gestão, se tenho oportunidade de diminuir custos sem diminuir a sua produtividade, não é sinal que sou bom gestor?
Para que fique muito transparente: /s
Acho pouco. A empresa devia ser obrigada a indemnizar ainda mais e a ter outro tipo de repercussões.
É exatamente isto que muita gente não percebe quando ouve patrões a pedir “mais flexibilidade laboral”. Muitas vezes, o que isso significa na prática é menos proteção para quem trabalha e mais espaço para abusos destes.
E quando se criticam sindicatos ou se desencoraja trabalhadores de falar entre si sobre salários, acabamos a ler notícias destas. Sem sindicatos, contratos coletivos e transparência salarial, cada trabalhador fica sozinho perante o patrão. E é assim que estes abusos acontecem durante décadas sem ninguém travar.
Que o segredo salarial protege muito mais os empregadores do que os trabalhadores já era conhecido há muito tempo. Os problemas que isso causava eram tão reais e tão generalizados que a UE teve de criar legislação como a para forçar mais transparência salarial, a Diretiva Europeia de Transparência Salarial. Por isso, quando alguém disser que a UE serve só para decidir tampas de garrafas, convém lembrar também isto.
Sinceramente, parece-me que pede pouco. Entre montantes não pagos, respetivos juros, descontos que não foram feitos para a Seg. Social… E admito, até, que existissem acordos coletivos ou portarias de extensão de convenções coletivas que pudessem determinar um valor mais elevado de salário do que o mínimo.
Vale a pena procurar saber como é que isto nunca foi visto ou detectado.
Quem diria que nesta terra de merda onde, até nas gerações mais novas, se acha que os patrões são donos e senhores e podem fazer o que quiserem iriam haver situações em que um patrão achasse o mesmo…
É a mentalidade do salário ser um custo e não um investimento.
há pessoas que conseguem dormir à noite a saber que estão a enganar um funcionário desta maneira.
Devia ter mais um zero
Tipica empresa têxtil tuga e os maiores mamões de fundos.
Gostava de perceber como pagou as contas e comeu esses anos todos…
Quanto aos envolvidos era pagar e irem presos.
É por isto que não consigo compreender o tabu que há em falar de salários.
Se calhar, se não houvesse, a senhora teria percebido mais cedo o que estava a acontecer.
Mas como falar de quanto se ganha é invadir a privacidade, coisas como esta vão passando sem ninguém perceber.
Porra, 120€ é autêntica exploração.. e ela em 36 anos nunca se queixou porquê? Nunca nenhum amigo, familiar, conhecido etc a alertou em 36 anos?
Name and shame.
Uma amostra do patronato tuga…
E com o dinheiro andam a comprar Maserati’s… São os primeiros a dizer que não conseguem pagar aos trabalhadores.
Vamos remover o ordenado mínimo que é isso que falta para os ordenados aumentarem!!!
Entretanto os patrões portugueses: a pagar ABAIXO do mínimo sempre que conseguem e a esfregar as mãos pela legalização da escravatura.
Dia 3, todos à greve geral!
Como é que alguém vive só com 120€/mês, por 36 anos, e ninguém se apercebe? Só pode ter sido pela porta do cavalo.
A história é um pouco estranha. Acredito que a senhora até possa ter sido explorada porque de uma maneira ou de outra todos somos. Mas durante tantos anos a receber tão pouco? Acho que ser analfabeta não justifica tudo. Acho que deve ter existido um acordo entre a senhora e o patronato, como alguém aqui referiu “receber por baixo da mesa” que é prática comum em Portugal! A relação deve ter azedado e agora chegou a isto. Culpa da empresa que se meteu a jeito para poupar dinheiro e agora vai pagar. O que é barato sai caro.