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    5 commenti

    1. Few-Customer6731 on

      > Antigamente, a esquerda estava bastante bem implantada entre os operários. Hoje, já não é esta exactamente a realidade. Há menos operários e há menos esquerda.

      > **Duvido que todos os maquinistas sejam de esquerda ou votem necessariamente à esquerda.** Mas quando hoje Montenegro disse que era “preciso pôr cobro” aos problemas causados pela greve dos maquinistas estava a querer usar uma luta laboral para tentar captar o voto de todos aqueles que se viram prejudicados de chegar aos locais de trabalho pela greve da CP.

      > É verdade que **é incompreensível a decisão do tribunal arbitral de não fixar serviços mínimos**. No entanto, quando Luís Montenegro faz aquele discurso populista do “francamente, nós um dia vamos ter que pôr cobro a isto” sabe exactamente o que quer. Não é pôr em causa o direito à greve – como, aliás, explicitou – mas dar a entender que vai estar ao lado dos trabalhadores que sofrem com as greves e não ao lado dos que usam (ou abusam, como disse) do direito à greve.

      > “Os efeitos da greve não podem ser de tal maneira desproporcionais que todos os outros cidadãos têm uma compressão dos seus direitos”. Ora, na base do direito à greve está a “compressão” dos direitos dos outros cidadãos e é por isso que as Forças Armadas não podem fazer greve, nem os governos – tirando o célebre governo dirigido pelo almirante Pinheiro de Azevedo, que sucedeu a Vasco Gonçalves e decidiu suspender as actividades em 1975.

      > Se um governo de gestão não pode recorrer à requisição civil, como disse Montenegro, está errado e a lei deveria ser mudada. Esse impedimento pode pôr em causa a segurança das populações. Agora, o objectivo eleitoral de Luís Montenegro foi bastante básico: **pôr pobres contra pobres**, um clássico da política. “Há que ponderar todos os interesses que têm que ser assegurados por parte dos poderes públicos e por parte de quem exerce este tipo de funções”. Mas isso já está na lei da greve.

      > **Quando a administração da CP fez um acordo** com os maquinistas para aumentos salariais**, a 24 de Abril, agiu sem o conhecimento do ministro da tutela?** É que o argumento de que um governo de gestão não pode processar os aumentos não faz sentido. A menos que a administração da CP tenha decidido à revelia do Governo aumentar os maquinistas e depois não teve ordens para processar os salários, a péssima gestão desta greve é culpa do Governo.

      Edit: destaques.

    2. saciopalo on

      mas por que raio havia ele de ter puder em fazer campanha? faz ele todos os outros nesta altura. Seja com o Papa, com o apagão, com invasões de marcianos.

    3. besmarques on

      Vão haver muitos que um dia quando tiverem vergados vão perceber que foram eles os verdadeiros culpados de estarem vergados.

      Os ataques aos direitos sucedem-se. Foi o luto do 25 de abril, foi a festa do catarolar do 1 de Maio, é o ataque aos direitos das greves.

      Depois chorem quando se virem sem ferramentas legais para combater as precariedades e as injusti;cas laborais.

    4. Não sei se já repararam, mas transparência ou seriedade não são propriamente pontos fortes do Montenegro…

    5. Mas qual é o problema de fazer campanha com este assunto? Uma coisa é discordarem com o conteúdo específico que ele disse, mas se um candidato da oposição dissesse algo como “estas greves provam o falhanço do governo” também seria inadmissível usá-lo para fazer campanha?

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