O TGV parece o novo aeroporto. Está numa gaveta a ser aberta daqui a 200 anos.
Popular-Trouble-1770 on
Falta de interesse politico.
Edexote on
Ainda vai demorar. O PSD não quer que se concorra contra os atuais aeroportos enquanto a Vinci tiver rendimento a tirar. Os negócios antes do país. Contra essa merda o Chega não fala.
Aftaminas on
Vê o que acabei de partilhar. É assunto importante para haver cá mais serviços (embora não de AV)
patinhasRD on
A estação de Alta Velocidade de Sanabria fica a apenas 50 Km de Bragança. O custo de fazer uma linha dessas não seria muito elevado. O problema é que Bragança já não tem sequer comboio (que nem era eletrificado – e foi a ultima linha a carvão em Portugal) desde 1992.
De Viana do Castelo a Vigo são cerca de 100Km, e existe comboio, mas convencer os governos a transformar Vigo-Porto em alta velocidade parece ser de pouco interesse para Portugal e para Espanha.
Enough_sapiens on
Espanha construiu muito mas tem ali linhas que não fazem sentido (pelo menos em alta velocidade). Mas isso é problema deles. Portugal precisa de fazer o eixo Atlântico e eventualmente (mas muito eventualmente) ligar Lisboa a Madrid. Agora, deveríamos era ter linhas de comboio muito melhores do que temos (não necessariamente de alta velocidade)
Arucard1983 on
Se o eixo Lisboa-Porto avançasse na década de 1990 teríamos os tais 85% de participação comunitária (como teve Espanha na linha Madrid-Sevilha).
Mas Cavaco não conseguiu avançar devido ao próprio ministro das Obras Públicas ter interesses com a Portugália, visto que a linha teria aniquilado a companhia.
Depois foram os projectos da RAVE (2000) e Sócrates (2010) que embora com menor apoio comunitário (50%), teriam sido feitos se Passos Coelho tivesse activado algum mecanismo financeiro da UE. Podia ter sido obrigado a alterar certas partes do calendário, mas teria garantido que nos anos 2010-2020 o corredor Lisboa-Madrid fosse construído com os fundos europeus salvaguardados.
Era muito provável que se chegasse a conclusão que embora Lisboa-Madrid fosse feito com duas bitolas (UIC para os passageiros, e ibérica para mercadorias e comboios regionais), a linha Lisboa-Porto-Vigo poderia começar em ibérica para poder avançar em sectores partilhados com a Linha do Norte pelo menos até 2030/2040, o que não teria sido muito problemático.
Devido a isso, Espanha teve que abrir parte da LAV Badajoz-Madrid em ibérica, restando a migração mais para 2030-2040.
Entretanto Marrocos avançou com a alta velocidade, com a abertura da linha Casablanca-Tanger e pretende avançar com o Casablanca-Marrakech para 2030-2035.
Para eles ficarem com a cereja no topo do bolo, só faltava o túnel do Estreito de Gibraltar ser uma realidade, e podia haver Tgv Casablanca-Madrid em 5 horas.
Portanto quando Portugal abrir a sua primeira linha, já Espanha e Marrocos já têm uma rede funcional.
josefinoz on
O governo não tinha publicado recentemente um plano para a ferrovia ? Nem sei como isso ficou.
9 commenti
O TGV parece o novo aeroporto. Está numa gaveta a ser aberta daqui a 200 anos.
Falta de interesse politico.
Ainda vai demorar. O PSD não quer que se concorra contra os atuais aeroportos enquanto a Vinci tiver rendimento a tirar. Os negócios antes do país. Contra essa merda o Chega não fala.
Vê o que acabei de partilhar. É assunto importante para haver cá mais serviços (embora não de AV)
A estação de Alta Velocidade de Sanabria fica a apenas 50 Km de Bragança. O custo de fazer uma linha dessas não seria muito elevado. O problema é que Bragança já não tem sequer comboio (que nem era eletrificado – e foi a ultima linha a carvão em Portugal) desde 1992.
De Viana do Castelo a Vigo são cerca de 100Km, e existe comboio, mas convencer os governos a transformar Vigo-Porto em alta velocidade parece ser de pouco interesse para Portugal e para Espanha.
Espanha construiu muito mas tem ali linhas que não fazem sentido (pelo menos em alta velocidade). Mas isso é problema deles. Portugal precisa de fazer o eixo Atlântico e eventualmente (mas muito eventualmente) ligar Lisboa a Madrid. Agora, deveríamos era ter linhas de comboio muito melhores do que temos (não necessariamente de alta velocidade)
Se o eixo Lisboa-Porto avançasse na década de 1990 teríamos os tais 85% de participação comunitária (como teve Espanha na linha Madrid-Sevilha).
Mas Cavaco não conseguiu avançar devido ao próprio ministro das Obras Públicas ter interesses com a Portugália, visto que a linha teria aniquilado a companhia.
Depois foram os projectos da RAVE (2000) e Sócrates (2010) que embora com menor apoio comunitário (50%), teriam sido feitos se Passos Coelho tivesse activado algum mecanismo financeiro da UE. Podia ter sido obrigado a alterar certas partes do calendário, mas teria garantido que nos anos 2010-2020 o corredor Lisboa-Madrid fosse construído com os fundos europeus salvaguardados.
Era muito provável que se chegasse a conclusão que embora Lisboa-Madrid fosse feito com duas bitolas (UIC para os passageiros, e ibérica para mercadorias e comboios regionais), a linha Lisboa-Porto-Vigo poderia começar em ibérica para poder avançar em sectores partilhados com a Linha do Norte pelo menos até 2030/2040, o que não teria sido muito problemático.
Devido a isso, Espanha teve que abrir parte da LAV Badajoz-Madrid em ibérica, restando a migração mais para 2030-2040.
Entretanto Marrocos avançou com a alta velocidade, com a abertura da linha Casablanca-Tanger e pretende avançar com o Casablanca-Marrakech para 2030-2035.
Para eles ficarem com a cereja no topo do bolo, só faltava o túnel do Estreito de Gibraltar ser uma realidade, e podia haver Tgv Casablanca-Madrid em 5 horas.
Portanto quando Portugal abrir a sua primeira linha, já Espanha e Marrocos já têm uma rede funcional.
O governo não tinha publicado recentemente um plano para a ferrovia ? Nem sei como isso ficou.
acabar de fazer uma no Alentejo